O quarto em que morava era minúsculo, escuro e sem muita circulação de ar, mas guardava uma vida ali dentro. Não se importava com a organização, limpeza e melhor aproveitamento do espaço. Não recebia pessoas. Apenas o gato da vizinha, que insistia em visitá-lo ao encontrar a porta aberta. Odiava gatos. Odiava também as pessoas.
Era o retrato mais triste da solidão, em branco e preto. Aquele homem passava dias e dias sem se comunicar com ninguém. No máximo ia à biblioteca e ao mercado. Vivia de uma pensão e aguardava calmamente a visita da morte.
Num domingo de 75, a grande enchente inundou seu quartinho escuro e levou encharcados alguns de seus pertences e recordações, além de um pedaço da parede. Assistia a tudo imóvel, desejoso de ser arrastado junto. Água quase na cintura. A vizinha, dona do gato, conseguiu levá-lo ao seu apartamento no primeiro andar.
Após dois dias de silêncio, agasalhos e canjas quentes ele sentiu-se obrigado a balbuciar um agradecimento qualquer. Ela sorriu gentilmente. Rompendo suas amarras ele beijou-a furiosamente.Parace que a correnteza levou embora sua infinita solidão.
Era o retrato mais triste da solidão, em branco e preto. Aquele homem passava dias e dias sem se comunicar com ninguém. No máximo ia à biblioteca e ao mercado. Vivia de uma pensão e aguardava calmamente a visita da morte.
Num domingo de 75, a grande enchente inundou seu quartinho escuro e levou encharcados alguns de seus pertences e recordações, além de um pedaço da parede. Assistia a tudo imóvel, desejoso de ser arrastado junto. Água quase na cintura. A vizinha, dona do gato, conseguiu levá-lo ao seu apartamento no primeiro andar.
Após dois dias de silêncio, agasalhos e canjas quentes ele sentiu-se obrigado a balbuciar um agradecimento qualquer. Ela sorriu gentilmente. Rompendo suas amarras ele beijou-a furiosamente.Parace que a correnteza levou embora sua infinita solidão.

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