Percebo que me tornei uma pessoa impaciente com certas apresentações. O que importa é o que você faz, não o que é. Eu já estava acostumada a algo como Prof. Dr. fulano de tal, mas isso se tornou extensivo há quase todo mundo!
- Esse é o meu amigo jornalista Pedro, - Essa é a arquiteta Cláudia, e por aí vai. Sua função ou cargo tornou-se o primeiro nome e o seu nome está mais para sobrenome. Se te apresentam pelo primeiro nome -Essa é a Maria, pode esperar os possíveis questionamentos - Sim, mas que Maria? Faz o que e onde? Para talvez tornar-se digna de futuros contatos.
Eu quero ser somente eu. Nesse caso, um ninguém, aos olhos de tantos. Quero ser alguém, ou melhor, um ninguém que é apenas humano, terráqueo, do sexo feminino. Que gosta de sol, da cor preta e de sorvete de coco. Toma suco de laranja pela manhã e leite à noite, não come rabada, mas adora fígado, ouve músicas, lê livros, dorme e sonha. Isto já é suficientemente interessante para um ningúem.
- Esse é o meu amigo jornalista Pedro, - Essa é a arquiteta Cláudia, e por aí vai. Sua função ou cargo tornou-se o primeiro nome e o seu nome está mais para sobrenome. Se te apresentam pelo primeiro nome -Essa é a Maria, pode esperar os possíveis questionamentos - Sim, mas que Maria? Faz o que e onde? Para talvez tornar-se digna de futuros contatos.
Eu quero ser somente eu. Nesse caso, um ninguém, aos olhos de tantos. Quero ser alguém, ou melhor, um ninguém que é apenas humano, terráqueo, do sexo feminino. Que gosta de sol, da cor preta e de sorvete de coco. Toma suco de laranja pela manhã e leite à noite, não come rabada, mas adora fígado, ouve músicas, lê livros, dorme e sonha. Isto já é suficientemente interessante para um ningúem.

