Alfredo frequenta os melhores bares do Recife.Os badalados, pelo menos. Sempre com amigos, mas nunca os mesmos. Na quinta ou na sexta ele retira a agenda de telefones de sua maleta preta e,metodicamente, escolhe as vítimas da semana. Estas, vão para o fim da lista após o encontro e, só depois de várias semanas eles marcam novamente. Ele nunca sai de casa sem pensar nos possíveis assuntos das conversas.
Os amigos apreciam sua companhia e papo agradável, além de ser um ótimo parceiro nos encontros de copo cheio!
Lá para as tantas da noite, Alfredão, como costumam chamá-lo, depois de tanta conversa animada e divertida e talvez, por exclusiva culpa da maldita cachaça, começa a puxar uns assuntos difíceis de discutir. Política, religião e futebol são os mais clichês.
Como não consegue impor seu ponto de vista, Alfredo faz uma ceninha, dá um escândalo e vai embora aborrecido. Pobre bêbado!
Mais uma vez abandona o recinto abarrotado de gente, companheiros igualmente embriagados e uma conta pra pagar.
Alfredão é um cara que vive bem, não precisa disso. Seus amigos também estão sempre com grana e não se incomodam de rachar a conta sem o bêbado fujão. Só que todos começam a perceber essa mania feia e dois deles resolvem pregar-lhe uma peça.
Batata e Guga encontraram Alfredo numa tarde ensolarada de sábado, que pedia umas boas cervejas geladas. Como combinado, Guga teve que sair antes para resolver um problema pessoal. Eles continuaram lá conversando, bebendo e dando umas secadas nas meninas.
Quando Batata encontrou a oportunidade certa, brigou com o amigo alegando que eles estavam observando a mesma garota. Num rompante, pegou sua mochila e foi embora sem dar tempo do Alfredo dizer uma palavra.
Neste dia, ele que não precisa disso, mas que estava habituado a ser o primeiro a sair, foi pego desprivinido. Alfredo foi embora cabisbaixo, deixando no barzinho da moda sua carteira de identidade e a promessa de pagamento da dívida.
Nunca mais ele brigou com os amigos por causa da bebida....

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